A Vilma entende que no mundo globalizado é crescer para não morrer. Por isso, está chegando a São Paulo, mas com uma atitude bem mineira “Temos que continuar em condições para competir, já que quere¬mos perenizar a empresa. Mas vamos devagar para entender o mercado paulista e suas peculiaridades", decla¬rou Tavares. Os planos de expansão devem se concretizar, já que com a presença no eslado paulista, o empre¬sa soma 44 milhões de consumidores.
Fiel à Tradição de revelar grandes negócios, Belo Horizonte foi a primeira cidade brasileira a receber uma fábrica de energy drink de padrão mundial. O energético On Line fez da Globalbev a empresa pio¬neira na fabricação de energéticos na América Latina. Criada em 2000, a Global continua na liderança e não para de crescer. A largada da empre¬sa foi enxergar no movimento de expansão dos energéticos na Europa, um nicho de mercado promissor para o Brasil. Desde 2004, a empresa man¬tém a divisão de alcoólicos e não alcoólicos, para comercializar e dis¬tribuir cerca de 15 produlos.
A sede da empresa está situada em Belo Horizonte, mas a Globalbev conta hoje com 130 dis¬tribuidores, 2,5 mil vendedores, 100 mil pontos- de vendas, 80 atacadistas e está presente nos 100 maiores redes de supermercados do Brasil, No total, são mais de 10 milhões de unidades vendidas por ano. Mas isso é pouco dentro dos planos da empresa. De acordo com o sócio-fundador e CEO da Globalbev, Bernardo Lobato, a expectativa é crescer 50% em 2007, alcançando R$I 60 milhões de faturamento bruto. A ideia é manter essa taxa de expansão até que o faturamento alcance a casa dos RS 100 milhões.
A aposta de crescimento é resultado da aquisição do isotônico Marathon, em março deste ano. "A Globalbev é detentora da marca e responsável pela distribuição do ísotônico que é um produto forte e de referên¬cia no mercado, sendo o segundo mais vendi¬do no país", explica Lobato. Apesar da expan¬são, a empresa mantém sua estrutura em Belo Horizonte, e não pretende mudar isso. "Vendemos para todo o país, e São Paulo já responde por um terço das vendas. Mas cri¬amos um controle de inteligência muito efi¬ciente em Minas Gerais, e temos uma equipe comprometida", completa o CEO.
Uma idéia e muito trabalho
Para a Nutribom, a idéia veio acom¬panhado de muito trabalho. Segundo a sócia e engenheira de alimentos da empresa, Rachel Pires, se a idéia surgiu rapidamente, torná-la um produto real foi outra historia. "Depois, de muita pesquisa, selecionamos uma receita de pão que funcionasse com aquecimento no microondas. Além de um queijo onde a con-sistência continuasse perfeita num ambiente resfriado, e posteriormente muito quente. Para completar, decidimos que o hambúrguer seria grelhado da forma tradicional, ao invés de quase frito, da forma mais comum. A ideia era montar um produto gostoso, prático, de quali¬dade e muito saudável", explicou.
Pronto. Estava montada a receita de sucesso, certo? Errado. Segundo Luciano Munhoz, a microempresa tinha menos de quatro meses quando tudo aconteceu. "Não tínhamos estrutlura, números suficiente de fun¬cionários ou grande esquema de divulgação e investimento", garantiu o empresário de suces¬so. Em dois meses, a Nutribom, que antes fab¬ricava pizza, pão de queijo e quibe, decolou. "Já estávamos, crescendo muito com a massa de quibe, mas sentíamos a necessidade de apre¬sentar um novo produto ao mercado", explica.
Além de Minas Gerais, o Picanha Burger hoje é produzido em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Só em Minas já está presente em mais de mil pontos de vendas. Como boa empreendedora, a Nutribom aumentou a família e criou a linha de "Fine Burgers". A empresa continua fabricando os tradicionais produtos do início de suas atividades, em julho de 2004, mas além do Picanha Burguer, agora o consumidor tem a chance de escolher entre outros sabores; duplo cheddar, frango burguer, filé burguer e bisteca-suino burguer.
A insistente busca pela perfeição tem custo alto num setor onde a concorrância é grande e desleal, mas os empresários não se assustamr "Está cheio de cópias por aí que, às vezes com preço mais em conta, mas sem a mesma qualidade. O consumidor não è bobo e não se engana quanto a relação custo-benefí¬cio de cada produto", afirma Fernandes.
Aceitar o desafio de produzir com qual¬idade, tecnologia e a praticidode para o cliente é o grande desafio dos empresários do setor. Conseguir. Isso é a receita do sucesso.