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Empresa de hambúrger entra na justiça por espionagem industrial.
É mais fácil copiar do que criar!
Nessa época onde virou moda clonar celulares, cartões de créditos e outros bens materiais as pessoas precisam ficar atentas. O ramo Food Service não escapou dessa tendência, mas dessa vez foi um sanduíche que uma empresa concorrente copiou.
O Grupo Alimenta e está no mercado há 34 anos. Nessa época, a produção já era voltada para o segmento food service, mesmo sem ser conhecido e difundido no país e das projeções econômicas que este mercado fomentaria. Hoje, o Grupo Alimenta atua em dois segmentos: Refeições Coletivas (Restaurante Empresarial) e Frigorífico.
O projeto do Picanha Fine Burguer começou a ser desenvolvido em novembro de 2003. Os consumidores que estavam acostumados com sanduíches naturais queriam um produto novo que não modificasse a qualidade da marca. Para atender o seu público, resolveu lançar no mercado um sanduíche pronto, resfriado e que pudesse ser aquecido no forno microondas, com um diferencial até então não utilizado no mercado, o hambúrguer grelhado.
Para que todos os resultados fossem alcançados, foram realizadas diversas pesquisas com os pães que seriam utilizados, sem esquecer da preocupação com a embalagem, que precisava ser levada para o aquecimento do forno de microondas sem prejudicar a qualidade e sabor o produto. Viagens nacionais e internacionais também foram feitas para que o produto tivesse uma credibilidade muito boa no mercado.
O sanduíche de picanha resfriado foi para o mercado em Abril de 2005 e virou a mais nova mania do fast food. “O consumidor queria uma coisa nova, um sanduíche quente e não os naturais de sempre. Por isso lançamos o Picanha Fine Burguer, que ainda não existia no mercado, diz Marco Túlio – gerente nacional de vendas e marketing da Alimenta”.
“O consumidor queria uma coisa nova, um sanduíche quente e não mais os naturais de sempre”, diz Túlio.
A mais nova coqueluche do fast food já estava causando polêmica nos primeiros meses de mercado. Marco Túlio acusa a empresa Oxente e a Big San de plágio e espionagem industrial. Os proprietários da Oxente e da Big San de Brasília foram até a Alimenta, conheceram todos os processos de produção, e todos os fornecedores de equipamentos e matérias primas, para a realização do Sanduíche. “Muitas empresas quiseram montar parceria conosco. Abrimos às portas para a Oxente e Big San e eles usaram a fórmula da nossa tecnologia antes inédita no Brasil”, ressalta Marco.
Todo cuidado é pouco, afinal, muitas indústrias que trabalhavam apenas com sanduíches naturais também querem produzir este produto que será uma tendência. “Tem empresas que acompanha e outras que fazem à tendência”, completa o gerente. Depois do lançamento do Picanha Burguer para microondas muitas empresas estão seguindo o mesmo caminho. Estão copiando e deixando de lado todo o processo de pesquisas necessárias para o desenvolvimento de novos produtos. E mais: “... é mais fácil copiar do que criar...” – diz Marco Túlio.
As concorrências desleais e as vantagens comerciais fizeram com que funcionários da Oxente visitassem os pontos de venda do Picanha Fine Burger e pedissem para os donos dos estabelecimentos trocarem a marca. Assim ganhariam bonificação com isso.
Em Belo Horizonte, o hambúrguer da Alimenta representa 38% de vendas e é distribuído nos principais centros do País, como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Espírito Santo, Porto Alegre, Curitiba e Bahia. Os planos para a expansão no mercado de fast food, estavam certos, mas depois que aconteceram esses imprevistos, tiveram que dar um passo menor, adiando a estratégia de atuação.
Causa Ganha
Marco Túlio – Gerente Nacional de Vendas e Marketing da Alimenta.
A Justiça de Brasília deu causa ganha para a empresa Alimenta e por ordem da juíza da 11ª Vara Civil, exigindo que todos os sanduíches da Big San deveram ser retirados da praça e que fosse suspensa a fabricação em todo território nacional. Caso isso não aconteça será cobrado uma multa diária de R$10 mil reais. A Justiça ainda não despachou a causa para Belo Horizonte, onde fica a sede da empresa.
Desde 1998, a Mania Light tem a sua marca registrada no mercado por vender sanduíches naturais de diversos sabores. A empresa produz uma média de 10 mil lanches por dia, sendo que 40% dessa produção é toda para São Paulo, 10% para Vitória, 25% para Belo Horizonte, onde fica a matriz e os 25% restante vão para o Rio de Janeiro.
Antes do Picanha Mania Burguer, a Oxente, era especialista apenas em sanduíches naturais, os tradicionais da Mania Light, e decidiu inovar neste segmento. O público queria um sanduíche quente, por isso, decidiram fazer o Picanha Mania Burguer. Este hambúrguer também é a base de picanha grelhada, com duas fatias de queijo, requeijão e um diferencial, molho madeira, tudo isso, em um pão com gergelim.
Os dois sanduíches deixaram as diferenças de lado e caíram no gosto das pessoas, e tiveram uma boa aceitação no mercado. No mês de Maio, foram produzidas 50 toneladas do Picanha Fine Burguer, equivalente a 416 mil sanduíches. Os produtos são comercializados em toda a região Sudeste pela Alimenta.
Na intenção, de colocarmos as duas empresas frente a frente, a Revista Food Service, entrou em contato também com a Oxente para que pudessem falar a versão sobre o caso. A Mania Light não quis se pronunciar. O espaço está aberto para um direito de resposta.