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Alimenta Lança novos Produtos

Diário do Comércio – 11/07/2007

Empresa com Planta em Contagem estima crescimento entre 7% e 10% para 2007

A mineira Alimenta, empresa do setor alimentício com unidade fabril instalada em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), prevê aumento do faturamento este ano entre 7% e 10%, na comparação com o exercício passado. A empresa trabalha com o desenvolvimento de sanduíches, processamento de carne (hambúrguer, almôndega e Kibe) e, mais recentemente com um projeto-piloto de franquia, através da expansão da marca Picanha Burguer, uma das 14 registradas pela Alimenta. “A empresa não revela dados de faturamento, considerados estratégicos, pois há pouco tempo fomos alvo de espionagem industrial, caso que ganhou notoriedade na mídia mineira”, explicou o gerente nacional de vendas e marketing, Marco Túlio Leite. De acordo com ele, quando a empresa começou, havia apenas ela no mercado. Hoje são mais de 10 que, segundo o gerente, “ficam na porta da Alimenta para tentar descobrir quais são as novidades”.

Certificação – Segundo Leite, este tipo de situação é resultado do trabalho desenvolvido pela Alimenta, resguardado pelos padrões internacionais de qualidade atestados pelo ISO 9001/2000, certificação adquirida em 2003. “Todos os nossos departamentos são certificados. Seguimos rigoroso padrão de segurança dos alimentos” ressaltou Leite. O processo de segurança dos alimentos começa com a visita de um engenheiro técnico a um candidato a fornecedor. O rebanho deve estar de acordo com as normas de vacinação do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Documentação verificada, são liberadas as pesquisas para o desenvolvimento do alimento, que demora, em média, três anos. “Fazemos análise de laboratório para verificar o excesso de gordura e também se não há irregularidades na carne fornecida”. Produto criado, ele é enviado para avaliação do órgão competentes, que vão verificar se ele está dentro dos padrões de segurança alimentícia. Somente depois do sinal verde, é que acontece a liberação para a entrada na linha de produção. A comercialização por sua vez, só é permitida depois que o produto recebe a nota máxima de uma equipe formada por 26 degustadores, que avaliam requisitos como sabor, caloria e aroma. De acordo com Leite, a Alimenta foi a primeira empresa em Minas a produzir em escala industrial hambúrgueres de 120 e 200 gramas de carne. “O osso hambúrguer pode ser frito sem que ele diminua de tamanho, ao contrário do que acontece com os hambúrgueres fornecidos atualmente nos supermercados, que pesam 56 gramas congelados e depois reduzem o peso para 40 gramas quando fritos”, considerou Leite. Assim como o hambúrguer, a almôndega e o kibe não têm conservantes artificiais e são temperados com condimentos naturais. A Alimenta não revelou a carteira de clientes, mas disse que fornece carne para as principais redes de fast food do país. “As empresas recebem orientação de como formar um cardápio atrativo. Os pratos são elaborados por nutricionistas da Alimenta e sugerido às empresas clientes” A Alimenta também começou a dar os primeiros passos no processo de constituição de rede de franquias. O projeto-piloto já está em funcionamento há dois anos.

Franquia – Por enquanto, o interessado ainda não paga nenhum tipo de taxa pelo uso da marca Picanha Burguer, uma das 14 registradas pela Alimenta (existem mais três requerimentos de patentes). O empresário deve procurar a empresa e manifestar o interesse. A Alimenta envia um técnico que avalia as condições do estabelecimento. Caso ele seja aprovado, será feita uma reforma no local para que haja uma padronização da marca. O custo para o empresário pode variar de R$50 mil a R$500 mil, dependendo do tamanho da loja. O empresário recebe todo o suporte de layout, como a elaboração de cardápio, banner, padronização visual da frota, fachada e parte interna, entre outros. “O empresário é obrigado, contratualmente, a consumir e comprar apenas produtos by Alimenta ,além de adquirir insumos de fornecedores indicados por nós”, informou leite. Segundo ele, esta medida é tomada para que os produtos sejam padronizados em qualquer lugar do Brasil. Para isso, não basta que a carne seja sempre a mesma, mas também os molhos, pães e demais alimentos.